RIP Steve Jobs (1955 — 2011)
Como ex-presidente do Brasil Apple Clube, queria externar um pouco dos meus sentimentos em relação à morte de Steve Jobs. Na verdade, eu não sei como fazer isso, mas senti uma necessidade em conversar com pessoas com as quais estou unido pelo que Jobs criou e estruturou.
Em 1990, quando decidi pela faculdade de informática, o fiz entusiasmado pelo fascínio que eu tinha pelo meu TK-3000 //e, um clone
do Apple //e, que eu havia ganho de meus pais há algum tempo. Estudei muito a fundo esta máquina, sabia Assembly e Applesoft (BASIC), detalhes de seu hardware, e muitas outras coisas divertidas para um rapaz que, apesar da pecha de CDF no colégio, não se considerava um nerd.
Logo depois, durante minha bolsa de pesquisa na faculdade de Psicologia, pude ter contato com um Mac SE, trazido por um professor
estrangeiro. O segundo passo em direção à Apple foi natural. Virei rapidamente um “consultor” para os professores e me ofereceram um “estágio” em uma revenda em Porto Alegre. Lá, aprendi mais e mais sobre os equipamentos e resolvi que tínhamos que ter um clube de usuários em Porto Alegre, no RS, quem sabe no Brasil.
O interessante é que eu não sabia que este clube já existia, e que fora fundado pelo pai de um amigo meu! Creio que em torno de 1995 fui “reapresentado” para Luiz Ernesto Pellanda, pai de Eduardo Pellanda, que ficou contente com a ideia de retomar as atividades do BAC, na época, em animação suspensa. Assim, rearticularmos a comunidade Mac no RS, realizamos encontros, formulamos materiais informativos aos macmaníacos, dentre outras atividades. Foi período efervescente, formamos uma diretoria executiva que realizou coisas muito legais mesmo, inclusive um belo e mui informativo jornal, chamado Apple Talk.
Durante este período de grande aprendizado, pude ter contato com pessoas maravilhosas, além do mestre Pellanda: Raul e Evelena Boening, Ricardo Alexaris e Paola Amorim, Sandro Manfredini, Hélio Paz, Fabiano Jorge, Juliano Vasconcellos, Alex Primo, Camila Mariana, John Davidson, Demétrio Portugal, Roberto Drebes, Sergio Ourives, Sergio Miranda, Heinar Maracy, Rafael Fischmann, Luciano Hagge, Valério Pillar, além do saudoso Gabriel Pillar (que já não está entre nós, faleceu muito jovem em um acidente de carro) e outros tantos, que agora me falha a memória.
Ainda nesta época criei o blog rsmac.com, que depois virou macnarama.com e, na companhia de muitos dessa turma, realizei o Rádio
Macnarama, um dos primeiros podcasts brasileiros, que infelizmente teve poucas edições até que os compromissos pessoais dos participantes não deixaram o programa ir adiante.
Foi um período muito prazeiroso para mim, do qual sinto muito orgulho, e onde nasceram muitas amizades que mantenho próximas até hoje e que me são muito especiais.
Voltando a 1997, assistimos a segunda vinda de Steve Jobs para a Apple, e ficamos encantados, fascinados com o carisma e o entusiasmo daquele homem, que curiosamente não cultuava a tecnologia em si, mas o seu uso para melhorar e tornar mais divertida nossa vida, ao contrário de tudo que víamos. Para mim, era uma sintonia total com o que eu pensava e penso até hoje: “a máquina nunca vai substituir o homem”, dizia a frase que mandei estampar nas pastas do diretório acadêmico de informática da PUC, durante a minha passagem como presidente (e para o desespero e incompreensão de meus amigos nerds). Jobs era o meu ídolo, representava tudo que eu via de bom na tecnologia e me inspira até hoje a buscar fazer o nosso melhor, a PENSAR DIFERENTE.
Bom, tudo isso era para dizer que Steve Jobs foi uma das pessoas que mais me influenciaram na vida, foi responsável por um pedacinho do que sou hoje. Neste momento triste, queria deixar minha singela homenagem a este homem num texto da própria Apple, e que encerra muito fielmente o que acredito ser o espírito de Steve Jobs e de sua criação.
–
Esta é para os loucos.
Os que não se encaixam.
Os rebeldes.
Os causadores de problemas.
Os cilindros nos buracos quadrados.
Os que veem as coisas de maneira diferente.
Eles não gostam de regras.
E não tem respeito pelo status quo.
Você pode admirá-los, discordar deles, citá-los,
desacreditá-los, glorificá-los ou difamá-los.
Mas apenas uma coisa você não pode fazer, é ignorá-los.
Porque eles mudam as coisas.
Eles inventam. Eles imaginam. Eles curam.
Eles exploram. Eles criam. Eles inspiram.
Eles empurram a raça humana adiante.
Talvez eles tenham que ser loucos.
De que outra forma você pode encarar uma tela vazia e ver um trabalho de arte?
Ou, sentar no silêncio e ouvir uma música que ainda não foi escrita?
Ou, observar um planeta vermelho e ver um laboratório sobre rodas?
Nós fazemos ferramentas para esses tipos de pessoas.
Enquanto alguns os vêem como os loucos, nós vemos gênios.
Porque aqueles que são loucos o suficiente
para achar que podem mudar o mundo,
são os que realmente o fazem.
–
(tradução livre do texto da campanha Think Different)
06
10 2011
Portishead: Glory Box
Me lembro que, quando fui procurar esta música na internet, encontrei vários arquivos com o nome “Give me the reason” ou “Gimme the reason” e por isso eu achei por muito tempo que o nome desta canção da banda Portishead era esse mesmo. Bom, o clipe abaixo não é o clipe oficial, mas ficou bacana e dá um clima noir para a música. Eu a sinto um pouco assim também. Aliás, não podia ser diferente, já que o instrumentista da banda, Geoff Barrow, trabalhou muito com o Massive Attack.
Olha!
29
09 2011
Raul Ellwanger: Pealo de Sangue
Pealo de Sangue é um lindo hino a nossa querência.
Pealo: ligação, amarra, algo que une algo ou que o cerca.
Pealar: Prender com o laço pelas mãos ou patas dianteiras o animal que está correndo, atirando-lhe o pealo que o lança por terra. Figuradamente, armar cilada para apanhar alguém em falta, enganar, pegar de surpresa. (Obrigado a jvschneider, no YouTube.)
Esta canção é uma das minhas preferidas do The Cure e a inglesinha fofucha Adele lhe dá uma interpretação linda, com sua voz marcante.

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